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INFORME ESPECIAL - CRISE INTERNACIONAL
 
 

PARECER SOBRE AS RAZÕES E AS SOLUÇÕES DA BILIONÁRIA CRISE MUNDIAL,

 
  que interrompe o fluxo de crescimento e retira a liquidez de todos setores da economia  global.  
 

Para entendermos o colapso mundial e dele poder sair, em menor tempo possível, é necessário aceitar o fato incontroverso de que todas as crises decorrem de falhas. Razões pelas quais as mudanças de conceitos e paradigmas se impõem, ao passo que provocam o inevitável refinamento do mercado, com a exclusão dos agentes menos preparados. Portanto, é importante aprender com a crise, adotando as mudanças que ela exige. Os que resistem a este dogma, normalmente, são fulminados e desaparecem no pós-crise.

Precisamos, pois, adotar – urgentemente - novos paradigmas para que empresas, bancos, investidores e governos possam, verdadeiramente, mudar seus processos, normas, organizações e suas estruturas de custos, tornando efetiva as modificações políticas, econômicas e estruturais necessárias à superação dos efeitos da crise.

Para que estas mudanças aconteçam, no menor tempo possível, no propósito de diminuir as consequências negativas e o tempo de paralisação parcial de parte importante das atividades econômicas são necessárias, simultaneamente, atitudes de amplitude global e local, país a país.

A crise deve ser encarada, antes de tudo, como um “fenômeno natural de mercado” que ciclicamente acontece enquanto houver falhas e desequilíbrios no sistema.  A crise ocorre para corrigir os erros e denunciar as falhas provocando, assim, o aperfeiçoamento de toda estrutura e preparando melhor os agentes de mercado e de governos.

O colapso denuncia os erros, anomalias e fragilidades estruturais. A inadequação dos atuais critérios de avaliação e a lentidão dos agentes responsáveis pela fiscalização dos mercados necessita de reciclagem, adotando os novos e mais ágeis processos de aplicação das normas existentes, bem como simplificando os processos. Novos conceitos de segurança de mercado e distribuição de riscos devem ser perseguidos, sob pena de ocorrerem novas crises.

O mercado global é um só. As empresas, os bancos, as bolsas de valores interagem como um só organismo, desprezando o conceito de país, bloco econômico e continente!

Os mercados interagem em velocidade cibernética, enquanto os mecanismos de fiscalização atuais, mesmo lastreados por uma legislação exigente, não possuem a estrutura e velocidade necessária para fazer aplicar as normas existentes. O problema não é mudar normas, mas sim organizar uma estrutura internacional que se comunique de forma instantânea e que faça aplicar as normas existentes sobre todos os negócios que são realizados no mercado financeiro e mobiliário.

A visualização destas fragilidades, bem como sua obrigatoriedade de mudança, provoca investimentos no desenvolvimento e qualificação dos recursos humanos, a fim de preparar profissionais que recuperem e entendam as consequências da crise e dos conceitos de mercado.

Aqueles que não buscam desenvolvimento, qualificação e aperfeiçoamento; sejam estes profissionais, empresas, investidores,  bancos, governos, e até organismos criados para cumprir  leis,  acordos e tratados internacionais, serão ostensivamente expostos como incompetentes, fadados ao desaparecimento.

Por conseguinte, a crise - enquanto fenômeno natural do mercado - ensina que de tempos em tempos, deve ocorrer natural enxugamento de custos, dos mecanismos de controle, das entidades e organismos de governo, a fim de excluir os excessos que normalmente passam engessar as estruturas do setor público e privado.

Caso os processos de autocrítica, enxugamento e higienização de estruturas não ocorram por iniciativa dos agentes, crises cíclicas - de maior ou menor extensão - sempre ocorrerão para forçar as mudanças e expor quem não as faz, a bem de garantir o desenvolvimento sólido e seguro para a  humanidade.

A descrição da crise como um fenômeno natural, fundamenta-se no argumento de que a crise só ocorre para assegurar o “desenvolvimento”, essência da natureza humana. Razão pela qual é seguro afirmar que até as crises de mercado são fenômenos naturais focados em auto-preservação humana.

Vale citar exemplo análogo quanto a questões da natureza:

  • Imagine uma cidade construída à beira mar.
  • Inúmeros são os fenômenos da natureza que indicam aos seres humanos a força e a inevitabilidade dos movimentos das águas (analogia com os sinais de mercado “alavancado”, p.ex.).
  • Caso os homens não modifiquem seus projetos, suas idéias e – ao final – seus arquitetos, engenheiros e prefeitos, na busca de novos conceitos e qualificação humana não conflitante com os conceitos da natureza (analogia que se faz ao mercado como instrumento de desenvolvimento e não especulação), construindo e mudando as cidades de maneira a preservar as costas litorâneas (preservar os agentes de mercado), os tsunamis, as enchentes e as ressacas virão, levando e fazendo desaparecer areia, terra, construções e até vidas humanas que negam a busca dos propósitos naturais do sistema implantado.

É necessário reconhecer a necessidade de aprimoramento dos mecanismos de fiscalização, da qualificação humana e dos processos de avaliação e segurança institucional, sem ir contra o liberalismo, pois este não é falha do sistema, mas sim seus agentes institucionais.

Em verdade, são os mecanismos de controle, avaliação e de implementação de segurança mercadológica que estão totalmente defasados, burocratizados e lentos.

Os processos, os investimentos, a logística, a infra-estrutura são confrontados com a realidade de contratos, negócios e investimentos abalados por mudanças abruptas das condições de mercado e fundamentos econômicos. Estes se disseminam em velocidade cibernética, enquanto os mecanismos de controle e fiscalização seguem a passo de tartaruga, quase que meramente contemplativos. A política institucional destes organismos deve – obrigatoriamente – deixar de ser contemplativa e reativa, para ser interativa.

Todos os agentes de mercado, seus negócios e seu patrimônio devem ser diuturnamente avaliados através dos conceitos já existentes de transparência e ausência de conflito de interesses na gestão e na fiscalização. O realinhamento estratégico é vital.

Durante uma crise, maus negócios, mesmo os emblemáticos, encontram hora e momento adequado para serem abandonados. Os que conseguem sair da crise são aqueles que demonstram que os agentes estão buscando resultados, exclusivamente, baseados na visão pragmática de objetivos rentáveis e sustentáveis.

A crise será sempre proporcional para a visão corporativa, macro-econômica e de políticas governamentais. É o momento adequado para a retomada destes antigos conceitos, permitindo, inclusive, exercício de modelos que antes não se admitiria sequer serem testados.

Estas circunstâncias – por mais negativas e penosas que sejam –, ocorrem como um automático e natural processo de “desenvolvimento econômico”, focado na seleção natural e “desenvolvimento da raça humana”.

Durante as crises ou imediatamente após estas, identifica-se quais políticas, quais idéias, quais acordos econômicos, quais países, quais governantes e empresas são sustentáveis como modelo de desenvolvimento social, econômico e humano.

Esta é a essência do “fenômeno natural”. Na crise quase todos os problemas, erros e fragilidades são expostos de maneira a descobrir àqueles que devem ser afastados pelo processo de “seleção natural”. Só a crise permite descobrir aquilo que sem ela nunca saber-se-ia existir.

Portanto, as crises sistemáticas são o remédio que o próprio mercado encontra para tornar transparente os vícios que ele mesmo, por suas falhas, permite ficarem encobertos.

A crise será sempre maior, quanto maior for o número de pessoas, investidores, bancos, empresas, mercados e governos envolvidos.

Por esta razão, a crise atual abala todo o mundo em proporção antes nunca vista.

Em nenhum momento histórico, pensou-se que a economia mundial estaria tão agilmente globalizada. Todos os negócios, preços, acidentes e quebras, provocam informações dinâmicas, instantâneas e com consequências próprias.  Os mercados, as empresas, as bolsas de valores e até os países encontram-se interligados, unidos como um só organismo.

Os agentes, da vida contemporânea, embora protagonistas do processo são obrigados a perceber que a velocidade do transporte, da comunicação e a existência de grande número de acordos, convenções e tratados governamentais, somados a existência das grandes e mega empresas criadas a partir de incorporações e fusões globais tornaram o mundo um único e grande mercado.

As crises, a partir de agora, sempre serão globais, sempre envolverão trilhões de dólares em interesses, centenas de milhões de pessoas e todos os países e organismos internacionais de interesse humano, ambiental e econômico.

Tudo e todos estão ligados!

O desaparecimento do antagonismo do mundo capitalista em confronto com um modelo comunista ou socialista foi o último divisor ideológico da humanidade, dos mercados, das empresas e dos investimentos. Sequer guerras acontecem se não for em função destes mesmos fundamentos.

Crises e escândalos econômicos, eventos do aquecimento global, questões de direitos humanos e, inclusive, questões político-religiosas são assuntos globais.

Um bombardeio em Israel, o aumento do buraco de ozônio no sul do Brasil, o fechamento de um gasoduto na Ucrânia, o incêndio de poços de petróleo no Kuwait, o derretimento das calotas polares, um ataque terrorista ao centro de New York ou em um importante hotel na Índia, a destruição de usina nuclear no Irã ou a fraude de balanços e investimentos como do Fundo Madoff ou de uma empresa de serviços na Índia, são eventos notadamente globais. Quaisquer destes modificam os pressupostos e valores de mercados em todos os países do mundo.

Outrora, crises, menores ou maiores, não traziam consequências mundiais hoje experimentadas, porque o fundamento da crise não estava enraizado no conceito de negócio global, fenômeno que ocorre a partir da instantaneidade das informações e das consequências que cada negócio provoca como instrumento de impulsionamento de investimentos derivativos, mesmo os de crédito.

Empresas, negócios e commodities são globais!

A citada instantaneidade da internet, a velocidade do transporte intermodal, a fusão das empresas e bancos em negócios globais, definiu ambiente, cujo comportamento regulatório e fiscalizatório atual – muito burocratizado e multifacetado – não mais consegue acompanhar, inibir ou prevenir negócios com fundamentos inviáveis.

Não é suficiente a reatividade das instituições governamentais. A postura de repressão ou punição, após a ocorrência de crises não soluciona ou diminui os efeitos dela. Uma estrutura de fiscalização só é eficiente se for capaz de evitar os problemas. A civilização moderna detém tecnologia e conhecimento necessário para este propósito.

Façamos um exame histórico:

- No exemplo do Crash americano de 1929, a crise econômica e estrutural que se alinhou como consequência saneou o mercado hipervalorizado, afastou diversos maus gestores do setor financeiro e empresarial privado que trabalhavam em “Evil interlocking directorate” com o propósito de manipular elevação artificial das cotações de diversas ações e “commodities” do mercado de bolsa de valores nos EUA. O Crash de 1929 foi o fenômeno natural de mercado que deu causa – em 1934 - a criação da lei denominada SEC Act (SECURITIES AND EXCHANGE ACT OF 1934).

Esta lei norte-americana, em face de seus avanços, imediatamente após sua criação, passou a ser aplicada por quase 100% dos mercados mobiliários e financeiros das economias incluídas nos mercados de bolsa de valores.

Igualmente aconteceu com as crises setoriais ENRON/ARTHUR ANDERSEN e PARMALAT ocorridas nos mercados financeiro e mobiliário mundial nos anos de 2001 e 2003.

Os casos ENRON/ARTHUR ANDERSEN e PARMALAT, por seu turno são emblemáticos porque as falhas e fragilidades por eles expostos provocaram a criação da SARBANES OXLEY LAW, lei que veio complementar e atualizar as regras de gestão do mundo corporativo global e dos mercados mobiliário e financeiro.

O aperfeiçoamento, a seletividade advinda desta iniciativa legal, deu existência ao que hoje denominamos “padrão SOX de gestão e transparência corporativa”. Este padrão de gestão – em função de sua qualidade e instrumentalidade – foi exemplarmente adotado por todos os mercados e governos do mundo, seja servindo como fonte de informação para edição de novas leis, seja pela adesão direta aos conceitos propugnados pela Lei SOX, em que pese a norma ter sido editada para ter aplicação exclusiva em empresas e negócios realizados no território estadunidense ou a partir dele.

O Sistema SOX - Sarbanes Oxley System, baseado nas normas norte-americanas apresentadas pelos senadores Oxley e Sarbanes traduz regras praticas cujo objetivo maior é a transparência corporativa e responsabilidade patrimonial pela gestão e fiscalização.

A lei norte-americana fez com que as maiores economias, auditorias, bancos, corretores e investidores dos mais diversos países passassem a adotar o padrão SOX, como o melhor critério analítico de governança transparente e ausência de conflito de interesses. Isto foi uma resposta aos fatores que deram causa ao caso ENRON/ARTHUR ANDERSEN, provocado no permanente e promíscuo relacionamento entre clientes ou executivos de corporações de capital aberto com auditorias e agências avaliadoras de risco. Esta contaminação gerou “relações permeadas de conflitos de interesse e falta de transparência”. Não se sabia qual vício era início ou conseqüência. Certo foi a verificação que ambos sempre convivem em ambientes de fraude, onde os processos normais de avaliação e fiscalização são prejudicados. O contra-veneno que o sistema encontrou são as normas que hoje denominamos “Regras Muralha da China”, ou seja Regras de “Chinese Wall”, de definição de “Conflito de Interesses” e de transparência - “not disclousured”.

No caso PARMALAT, ao seu tempo,ficou evidenciado que todos os documentos e informações contábeis, inclusive bancárias, cuja autenticidade deveria ter sido sistematicamente verificada, não correspondiam aos números reais em bilhões de dólares, comprometendo com vícios insanáveis pareceres de bancos e agências de avaliação de riscos e investimentos sobre “perfomance” contábil, financeira, de mercado, de capacitação macroeconômica ou simplesmente de “compliance”.

O episódio Parmalat ficou marcado pela insólita e frágil constatação de que os avaliadores da contabilidade da empresa (auditores, economistas, investidores e executivos), quando chegaram a expressar de forma pública as dúvidas acerca do projeto de investimento de 500 milhões de euros da PARMALAT no Fundo Epicurum, situado nas Ilhas Caimans, onde ficou evidenciada a falsidade de informações contábeis, inclusive em um parecer emitido pelo Bank of America das Ilhas Caimans, documento outrora considerado legal por auditores, contadores, analistas e investidores no propósito de dar compliance a PARMALAT em valores superiores a 1,5 bilhões de euros.

A fraude foi descoberta quando o Bank of America negou a existência dos 3,95 bilhões de euros e hipotéticas aplicações em dinheiro e assets. Portanto, foi a falta de transparência da gestão da PARMALAT, dos “conflitos de interesses decorrentes da relação comprometedora entre auditores e executivos” que levaram a exposição e as significativas perdas a mais de 115 mil investidores e pequenos poupadores do mundo, os quais viram desaparecer cerca de 11 bilhões de euros. A crise que se seguiu foi tão expressiva, que no Brasil, por exemplo, as consequências foram – entre outras - o fechamento, a quebra ou o grande endividamento que alcançou quase 80% dos produtores e beneficiadores de leite do país.

Portanto, quando analisamos as crises ligadas aos escândalos da ENRON (cuja falência levou ao desemprego 5.600 pessoas e a perda de 68 bilhões de dólares), Tyco, Worldcom, Ahold, e da PARMALAT (cujas perdas somaram mais de 8 bilhões de dólares), verificamos a market downturn que se seguiu (queda dos preços dos papéis e valores negociados em bolsa).

Estas crises – as quais considero como “fenômenos naturais” - serviram para aprimorar os mecanismos de controle e transparências da governança corporativa, afastando a prática de operações fraudulentas, mas que eram admitidas como comuns, a ponto de acarretarem a perda de quase uma centena de bilhões de dólares, com consequências globais.

A atual crise, por sua vez, possui fundamento na falta de velocidade e instrumentalidade das instituições e governos responsáveis pela fiscalização das operações e dos agentes do chamado “novo mercado global”.

Esta ineficiência, já anunciada em anteriores escândalos de mercado, permitiu que uma pequena inadimplência (5% do total das operações de crédito imobiliário residencial dos Estados Unidos), se transformasse numa cadeia de perdas que hoje identifica-se como a maior crise econômica do mundo, desde o Crash de 1929.

Os prejuízos já superam a cifra de mais de 70 trilhões de dólares, ocasionando pânico, desemprego e desaquecimento econômico em todos os países do mundo.

A crise iniciou-se dentro de 3 ou 4 bancos norte-americanos especializados em crédito imobiliário, os quais – com seus negócios ágeis - atraíram investidores de todo o mundo, remunerando operações de longo e curto prazo com juros remuneratórios acima da média.

O colapso, então, só alcançou as cifras impressionantes que conhecemos porque os agentes e governos responsáveis pela fiscalização do mercado deixaram que esses ativos creditícios fossem utilizados, simultaneamente, no mundo todo para dar suporte a garantias e investimentos que repercutiram na outorga de novos créditos que foram utilizados, entre outros para elevar a cotação de ações, superdimencionar ativos de bancos e empresas de diversos setores da economia mundial.

Todas estas operações ocorreram em velocidade exponencial, com derivações em todas as bolsas de valores e bancos do mundo, gerando riqueza virtual de proporção geométrica, cujos números passaram a dar fundamento patrimonial e creditício a empresas que nada tinham em comum com o setor imobiliário americano, embora este tenha sido a raiz e fundamento de toda a riqueza maximizada.

Ao final percebeu-se que todo o ciclo dependia e depende do comportamento e saúde dos bancos e das operações de crédito imobiliário, realizados nos EUA, setor que passou a experimentar importante inadimplência e fuga de investimentos diretos. Foi aí que a cadeia de derivativos descobriu a falta de fundamento de todo um movimento macroeconômico de expressão internacional, gerando o pânico que fez cair à cotação de todos os patrimônios e assets envolvidos, direta ou indiretamente.

Em verdade tudo ocorreu porque os mecanismos de fiscalização, em muito, não estão organizados e estruturados para acompanhar a alta velocidade com que os negócios acontecem nas bolsas de valores e no mercado financeiro mundial.

A multiplicidade e a capacidade econômica dos milhares de agentes que operam, simultaneamente, nos mercados financeiro e mobiliário mundial devem ser organizados e fiscalizados quando procuram o mesmo investimento, sob pena de criar-se erronímias baseadas em um verdadeiro ciclo “virtual” gerando riquezas irreais com consequências avassaladoras, pois estes investimentos alavancam exponencialmente riquezas e patrimônio utilizado em outros investimentos, criando um ambiente multiplicativo quanto aos investimentos derivativos.

Esta fragilidade deve ser afastada antes que produza efeitos. Isto só é possível quando instituições e governos estiverem atentos a todos os movimentos de mercado, na mesma velocidade em que eles acontecem. A atual crise decorreu exatamente desta ineficiência, razão pela qual, num “fenômeno natural focado em assegurar o desenvolvimento econômico necessário a realização do desenvolvimento da raça humana”, a crise sistêmica aconteceu, impondo – de forma drástica – perdas de mais de 70 trilhões de dólares, a fim de assegurar que as mudanças necessárias realmente ocorram para evitar perdas maiores.

O descontrole de mercado não pode permanecer porque a cadeia descontrolada de operações sobre operações cria riquezas virtuais de natureza, exclusivamente, contábil e financeira. A riqueza existente nas operações encadeada – se não controladas – afasta da economia real originária e passam a alimentar um ciclo de mercado irreal/ilusória que sequer conta com emissão de moeda.

Este ciclo é denominado “mercado de derivativos e futuro”.

Quando estes mercados avançam em mais de 10 vezes o valor do mercado real, o sintoma é de uma autonomia descontrolada e totalmente desprendida da capacidade produtiva, da liquidez de mercado e até da existência de ativos patrimoniais de quaisquer espécies.

Vamos materializar um exemplo: “- Imaginemos que todos valorizassem o fato de determinado indivíduo ser amigo de um empresário riquíssimo, o qual garante todos os investimentos, negócios e gastos do amigo pobre. Ao mesmo passo, outros aceitam que o amigo pobre, garantido pelo amigo rico, garanta que outros amigos pobres façam investimentos e gastos, porque o amigo rico lhe garante. E assim todos, numa cadeia, compram casas, ações, gastam em cartões de crédito, tomam empréstimos e parecem ricos. Num belo dia, se descobre que o primeiro amigo rico não é mais rico, está com dívidas. O que acontece então? Como se fosse um castelo de cartas, num processo encadeado, todos os negócios e valores pseudamente alavancados pela riqueza inicial, garantidos por “presunção de valor”, despencam para o mercado real que estava distorcido pela notícia da grande riqueza do primeiro amigo. Pior, ao final, todos percebem – para total desespero – que o amigo rico só tinha 10 milhões quando era rico, e os negócios feitos com seus amigos pobres, contando com os 10 milhões da garantia inicial, já somam mais de 100 milhões. A conclusão do mercado, então, é que desapareceram 100 milhões virtualmente criados a partir de 10 milhões que não mais existem.”  Esta crise só ocorreu,  porque faltou aos agentes governamentais responsáveis pela fiscalização, agilidade suficiente para interromper o processo ou a todos tornar público a desproporção do crédito dado a cada uma das operação derivadas se comparadas com a operação e mercado original, onde vive a economia real.

O risco maior de operações hiper alavancadas é a forma abrupta com que o mercado corrige a distorções instaladas. A reação natural do mercado sempre é a “crise”, dentro da concepção de “fenômeno natural” já descrita. A crise é sempre traumática porque os mecanismos de autopreservação dos mercados obrigam que as perdas sejam diluídas de forma mais massificada possível, de forma a preservar os setores mais frágeis da economia. Este subfenômeno da crise, distribuição do prejuízo entre milhares de investidores, desonerando o setor da economia ou mercado diretamente envolvido na base da crise, denomina-se watered stock, ou seja, aguagem do prejuízo.

Este processo, pela instantaneidade das operações e de suas consequências não se submetem a conceitos antidesenvolvimentistas que – sem sucesso – tentam impor idéias de validação de fronteiras ou de políticas que negam a globalização das operações derivativas  e não derivativas.

Esta circunstância, pela proporção que alcançou, é impossível de ser corrigida pelos mecanismos próprios do mercado.

Pequenas, médias ou grandes crises, seguidas de watered stock, não conseguem absorver o volume de desaparecimento de capital, fazendo com que isto afete todos os mercados de forma drástica. 

Por esta razão, governos, instituições e organizações regulatórias, ao lado dos Bancos Centrais e Comissões de Valores Mobiliários, devem – imediatamente - assumir sua culpa e responsabilidade.

Se estes agentes de mercado não assumirem a culpa e responsabilidade, o consequente proselitismo político, frente a hipervelocidade epidêmica, poderá gerar novas crises sistêmicas em curto espaço de tempo.

A letargia sistêmica obriga que a correção dos danos causados parta dos próprios agentes da omissão. Os países, seus Bancos Centrais e Comissões de Valores Mobiliários – responsáveis que são pela fiscalização sistêmica são – ou ao menos deveriam ser - interligados por acordos e tratados internacionais como o da Organização das Nações Unidas – ONU, e/ou do Conselho das Comissões de Valores Mobiliários das Américas - COSRA e/ou da Organização Mundial do Comércio – OMC. Foram estes os organismos, responsáveis pelo descontrole dos processos de monitoramento do mercado real, que levaram países (através de seus fundos soberanos), bancos, corretoras e toda espécie de empresas e pessoas, a investir de forma monolítica em ativos flutuantes baseados em valores fundamentados em recebíveis de um único setor da economia norte-americana, mercado de tamanho matematicamente finito.

A responsabilidade decorre, entre outros, do fato de que os Bancos Centrais de todo o mundo, maior parte deles vinculados ao Acordo Internacional e Interbancário da Basiléia, não terem cumprido com a sua missão de fiscalizar e alertar aos bancos, aos investidores de seus países, quanto à percepção matemática de que um mercado formado por recebíveis líquidos não superior a 2 trilhões de dólares estava -  virtualmente - alicerçando compliance bancário, garantias e ativos financeiros avaliados em 70 trilhões de dólares, espalhados no mundo inteiro.

É necessário, pois, a partir desta assertiva, que ocorram mudanças que atualizem os sistemas de fiscalização e regulamentação dos mercados. Os governos, os órgãos e organismos nacionais e internacionais devem possuir e aparelharem-se de instrumentos que os capacite nas inserções e intervenções efetivas, de modo que não sejam mais surpreendidos pela desinformação quanto a movimentos de mercado predatórios, ilegais, ou simplesmente indevidamente maximizados.

Só assim será possível o real cumprimento das cláusulas expressas no Acordo Internacional e Interbancário da Basiléia, na COSRA, OMC e ONU, entre outras convenções, e em acordos e leis nacionais e supranacionais.

Não foi por acaso que os bilionários casos Madoff e Eletrobrás – não foram sequer investigados e reprimidos pela SEC, COSRA, BANCO DA BASILÉIA, FED, FIDC, PCAOB,  CVM, BANCO CENTRAL DO BRASIL, FBI e POLÍCIA FEDERAL. Estes são dois exemplos que são colhidos num contexto maior de práticas corporativas de repercussão internacional, considerando aqueles que estão inseridos num contexto de improbidades societárias e corporativas.

Um exame detalhado quanto centenas de importantes operações mobiliárias, financeiras e societárias descritas, exaustivamente, em denúncias em trâmite na SEC, na CVM, na Polícia Federal do Brasil e no FBI dos EUA, não deixariam passar como aprovadas as contas, os acordos e os investimentos recíprocos homologados por pareceres dos Bancos Centrais e as Comissões de Valores Mobiliários ligados as Bolsas de Valores e aos países que firmaram os Acordos da Basiléia e da COSRA.  

De outubro de 2008 até a presente data, os principais grupos empresariais e bancos do mundo experimentaram quedas significativas em seus faturamentos.

A queda vertiginosa das receitas, em importantes casos, chega há mais de 50%. Exemplo destes números alarmantes são os casos das empresas e grupos empresariais que pertencem ao Setor de Mineradoras, Fundições, Laminadoras de Aço e Metalúrgicas, no qual encontram-se inseridos, entre outros, os mundialmente conhecidos Grupos Gerdau e Vale do Rio Doce (Vale).

Registros do Banco Central do Brasil, que consideram a comparação dos dados de exportações de janeiro de 2008 com os números de agora, janeiro de 2009, todos os setores da indústria, por exemplo, apresentaram retração.

Os maiores desaquecimentos ocorreram no setor do petróleo (-99%), Metalurgia (-74%), Extração Mineral (-59%), Químico (-58%), Material de Transporte (-55%), Vestuário (-40%), Móveis (-34%), Calçados (-28%), Alimentos e Bebidas (-23%), Fumo (-20%) e Máquinas e Equipamentos (-9%).

Quando  grupos empresariais do porte como os citados, com operações globais, têm uma queda de faturamento dessa monta, todos produtores de "commodities" envolvidos (aço, ferro gusa, auto-peças, industrias de conexões,  por exemplo), vendem menos. A consequência, de forma global, é  sempre a queda do consumo que, por sua vez, leva a queda de preços de todos os produtos, subprodutos e do valor e da receita das empresas, bancos e governos envolvidos no ciclo.

Os preços, então, numa escala de ação e reação, excesso de oferta e queda de consumo, despencam no mercado mundial, afetando os países produtores de minérios, veículos, ônibus, eletrodomésticos, entre outros, como o caso do Brasil.

Na seqüência da crise, vemos, p. ex., as empresas de transporte modal e intermodal, logística e segurança (caminhões, depósitos de containeres, fábrica de containeres, navios e trens – entre outros), transportar menos, armazenar menos e dar segurança menor. Todos, então, incluindo outros setores a estes negócios ligados deixam de comprar combustível, renovar frotas, comprar e reformar caminhões, navios e trens, por exemplo. São milhares de pneus que deixam de ser comprados, milhares de recapagens que deixam de ser feitas, milhares de ligações telefônicas que não são realizadas, centenas de milhões de   dólares que deixam de circular, correspondências que não são trocadas, negócios que na se realizam ou – pior – são cancelados. Tudo isto leva, forçosamente – a demissões em massa e a redução drástica de custos em todos os setores da economia.

A queda de preços leva a diminuição, falta ou cancelamento de negócios que, por seu turno, alimentada pelas demissões em massa, provoca redução até nos setores de produção e comercialização de alimentos, provocando conseqüente redução nos investimentos e consumo de energia e petróleo.

Não são os empresários, mas a falta de faturamento e liquidez de mercado que obriga as empresas a desmobilizar (demitir urgentemente) os empregados que não têm como produzir. Parques industriais, escritórios, hotéis, restaurantes e shoppings, com a crise, passam a operar com enorme e significativa ociosidade.

De início, ao lado de demissões referenciais, a prática é a ocorrência de férias coletivas em quase todos os setores da economia. Quando o processo de crise se instala de forma definitiva, o processo provoca demissões em massa, tal qual vemos ocorrer agora em todas as empresas e países do mundo.

Afinal, se as vendas e o consumo caem, não há como pagar salários.

Com as demissões, o quadro é de menos pessoas gastando em viagens de férias, na aquisição e reforma de casas próprias, em aluguéis de lazer, na expansão de negócios, em passagens aéreas, locação de veículos, locação de equipamentos, cirurgias plásticas, hotéis, táxi, remédios, cosméticos, alimentos, veículos, celulares, roupas, escolas particulares, cursos de aperfeiçoamento profissional e tantas outras atividades, negócios e investimentos que envolvem e dependem da saúde do ciclo como um todo. Inclusive os governos, cuja omissão e despreparo da fiscalização fez resultar a crise, fazendo com que a arrecadação tributária cai ribanceira abaixo.

A queda de receita dos Governos, tal qual ocorre hoje no Brasil, é global e ocorre no pior momento possível. Todos os governos - na crise - precisam manter reservas monetárias e, ainda, em forma oposta, devem encontrar a fórmula de mobilizar  recursos de pronto para socorrer a Bancos que deixam de receber seus empréstimos, que têm seus ativos e lucros drasticamente encolhidos pela queda de suas operações, pela queda  do valor de suas ações e pela queda do valor das ações das empresas e investimentos que recomendaram seus clientes aplicar, levando-os a mesmo empobrecimento.

Os governos que fazem parte da crise e cujas omissões a ela deram causa, para disponibilizarem os recursos necessários a dar liquidez aos mercados, perigosamente, assumem – e devem assumir - maiores dívidas, seja emitindo moeda necessária a suprir a falta de liquidez do mercado como um todo, seja emitindo títulos de dívida pública.

São necessários recursos governamentais  até para pagar seguro desemprego, aposentadorias e principalmente socorrer os demais setores da economia.  

Todo esse quadro, como já podemos começar a observar, só encontrará sinal de estabilização, ou quem sabe uma esperança sólida de solução, quando ocorrer a desejada recuperação de liquidez e disponibilidade de recursos ao mercado, num nível que o fenômeno induza novos negócios e, assim, a recuperação, nunca o desenvolvimento que só ocorrerá após alguns anos, a contar do efetivo reacerto.

O nível de liquidez necessário a fomentar a recuperação do desenvolvimento só pode ser alcançado com a emissão de moeda, acompanhada da pratica simultânea de mecanismos que levem a queda drástica de juros.

A anacrônica simultaneidade, emissão de papel moeda e queda de juros, justifica-se no enfrentamento do fenômeno que se materializa na necessidade de – mesmo pagando o ônus da inflação – buscar ingresso de receitas que gerem “expectativa” contábil quanto à recuperação dos 70 trilhões de dólares que desapareceram do mercado em função da queda acentuada dos valores de ativos patrimoniais e “assets” de mercado.

O desaparecimento de "assets", dinheiro, valor de patrimônios e liquidez foram causados pela queda vertiginosa dos valores e cotações praticados no mercado, em face do excesso de demanda por dinheiro, frente à pequena oferta da moeda. O desequilibro acentuou-se porque as perdas não encontraram respaldo na economia real, pois as riquezas contabilizadas em ativos eram exclusivamente nominais, não lastreadas em dados da economia real. Vejamos o exemplo:

Uma empresa ou pessoa que declarasse que suas ações em determinada empresa, ou seus investimentos em commodities, petróleo, valorizaram de UM MILHÃO DE DÓLARES para VINTE MILHÕES DE DÓLARES, não encontrará lastro na emissão ou circulação do ganho de DEZENOVE MILHÕES DE DÓLARES que representa seu lucro, seu aumento patrimonial. Em verdade esta riqueza era referencial, relativa a uma pequena amostragem colhida num número ínfimo de negócios, que alavancados por operações com dinheiro, realizado de forma direta ou através de aplicações derivativas, contaminou com a valorização do patrimônio de empresas e investidores que sequer tinham ganhado ou recebido um dólar real sequer.

Inobstante a elevação do valor patrimonial (cotação), referido no exemplo, ter se alimentado de movimento de mercado e não de economia real, foi esta mesma riqueza contábil, que serviu para justificar investimentos, garantias de empréstimos e transformação de prejuízos em resultados.

Bancos, mercados e governos, contabilmente, lastrearam – temerariamente - todo o valor de mercado de todos os setores da economia mundial. Por esta razão é certo afirmar que a crise resultou da omissão das ações de governo, indistintamente. Omissão, porque as normas, acordos e convenções nacionais e internacionais necessárias são existentes. A omissão, a irresponsabilidade burocrática e a lentidão dos instrumentos atuais é que deram causa ao choque anacrônico.

Por esta razão, e não por outra, foram  retirados das empresas, bancos e governos, o patrimônio que garantia a obtenção ou ingresso de receitas necessárias ao pagamento ou a garantia de seus compromissos contabilmente declarados.

Quer dizer, todos ficaram mais pobres ou - contabilmente - saíram da posição de lucro ou equilíbrio, para posição que retrata "prejuízo" e/ou "default" (falta de capital ou "Empty financier").

A solução, pois está no centro da causa da crise. A solução está nos governos. Estes devem – imediatamente - financiar,  de forma massiva, operações de crédito que tornem real a economia virtual desaparecida – ao mesmo tempo em que necessitam parar de emitir Títulos Representativos da Dívida Pública com Vencimento de Curto Prazo.

É necessário emitir moeda, promover o consumo em todos os setores. Serviços, turismo, lazer, eletrodomésticos, veículos, vestuário e alimentação. São necessários prazos longos, juros baixos e carência de início de pagamento no mínimo de 90 dias.

Paralelo a isso se deve financiar com juros baixos e prazos mais longos ainda investimentos em infra-estrutura, aquisição e reforma de imóveis, compra de maquinário agrícola, industrial e equipamentos necessários a prestação de serviços em seus diversos setores.

O crédito é a melhor forma de criar economia virtual. O crédito não é emissão, mas representa riqueza represada em economia real, única espécie de lastro de aplicações derivadas – desde de controladas. 

Os governos precisam ser rápidos, precisam assumir a responsabilidade pela crise.

A inércia penalizará os governos omissos e lentos. A estes a desmobilização será tal que a recuperação levará anos e, ainda, poderá custar o dobro desses 70 trilhões de dólares que sumiram do mercado mundial.

Os sistemas de regulamentação e fiscalização devem ser integrados a uma concepção de mercado único, mundial, instantâneo, simultâneo e de conseqüências - positivas ou negativas – sempre globais. Esta é a percepção que tornará – sempre – a economia nominal contábil – dentro dos conceitos de economia real, mesmo quando alavancada pelo – espontâneo – mas também controlado mercado de derivativos.

 

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