Conforme IBGE, o excesso de tributos faz com que as empresas fechem antes de 7 anos.

Uma em cada cinco empresas que foram abertas entre 1997 e 2004 não conseguiam sobreviver por um ano, segundo recente pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também nesse período, mais de 45% das empresas fecharam antes de completar sete anos.

Estes dados referem-se a 46,1% da empresa coma até 4 funcionários e a 19,9% da empresa com até 500 funcionários.

Embora a pesquisa não aborde as causas da estinção, é consenso entre os especialistas que a falta de crédito e o excesso de tributos são as principais causas.

Guilherme Afif Domingos, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e novo secretário do Trabalho no governo de José Serra, analisa: “Como as empresas de menor porte, em geral, começam a operar com recursos financeiros escassos, tornam-se muito dependentes do crédito. A tributação elevada, por sua vez, dificulta a capitalização.”


O empreendedor, no entanto, também tem a sua parcela de culpa, acredita Sebastião Luis Gonçalves dos Santos, presidente do Sindicato dos Contabilistas de São Paulo: “Muitas vezes, o empresário está despreparado. Falta planejamento tributário porque ele não tem conhecimento do mercado, como o hábito e o número dos possíveis clientes, quantos concorrentes, qual a melhor localização”, enumera Gonçalves, que percebe em muitos empresários “uma certa ansiedade para ter uma fonte de renda e acabam por abrir um negócio com o emocional alterado e não, de uma forma racional, como convém”.


O último estudo do Sebrae de São Paulo sobre a mortalidade e sobrevivência das empresas paulistas (1999-2003) sinalizou que a grande maioria foi aberta por ex-funcionários de empresa privada (30%), desempregados (25%) e autônomos (20%). Para montar a empresa, 92% usaram recursos próprios e mais da metade não conseguiu suportar a carga tributária elevada, levando a empresa a falência.

Para evita a derrocada, é importante que o empresário brasileiro busque, legalmente, medidas capazes de reduzir a elevada carga tributária a qual está imperto, utilizado como mecanismo mais eficaz o Planejamneto tributário.

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Texto Coletado e comentado pela Dra. Nádia Bianchi Moyses.