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Impostos nos elementos radioativos


No Brasil a aplicação de elementos radioativos têm um custo alto, pois é utilizada a aplicação da tecnologia nuclear, cujos impostos são elevados, principalmente para as instituições filantrópicas.

O material radioativo fica retido na alfândega aguardando o pagamento dos respectivos impostos pelas instituições. Mas muitos hospitais filantrópicos não tem condições financeiras de manter seus impostos, e o material radioativo fica lá perdendo sua atividade inicial, passando por um processo de decaimento, prejudicando assim a sua qualidade para o diagnóstico e tratamento terapêutico.

A qualidade dos elementos radioativos está diretamente ligada a sua meia-vida (que é o tempo necessário para que sua atividade radioativa seja reduzida a metade da sua atividade inicial). Após o 1º período de meia-vida, somente a metade dos átomos radioativos originais permanecem radioativos. No 2º período, somente ¼ e assim por diante. Até que atinjam o seus decaimento total.

A grande maioria dos procedimentos nucleares visam obter diagnósticos. Em média, 2 milhões de exames médicos são realizados anualmente no Brasil utilizando radioisótopos e radiofármacos. A produção maior é de tecnécio-99 (meia-vida 6,02 horas), radioisótopo empregado no mapeamento de diversos órgãos humanos. Os institutos da CNEN também produzem flúor-18, iodo-123, iodo-131, fósforo-32, tálio-201 e gálio-67, utilizados em clínicas e hospitais de todo o País.

O radioisótopo samário-153 alivia dores provocadas por metástases ósseas e o iodo-131 é usado em radioterapia de tumores da tireóide. Outros produtos destinam-se à braquiterapia, uma técnica de irradiação de tumores à curta distância. Os fios de irídio-192 servem para o tratamento.

O tecnécio (Tc 99) é utilizado para diagnóstico de doenças no cérebro, pulmão, coração, fígado e outros órgãos.


Os radiofármacos são isótopos de elementos radioativos que possuem diversas aplicações: diagnosticar e acompanhar a radioterapia, avaliações cardiológicas e vasculares, analisar disfunções cérebro-vasculares, estudar o metabolismo cerebral nas doenças de Parkinson, Alzheimer e Tourettes, entre outros exames da medicina nuclear.

A radioterapia é um tratamento que utiliza um feixe de radiações ionizantes, com a capacidade de destruir ou impedir as células de um tumor se proliferar. Princípio desta ação: interferindo nas moléculas de DNA, os raios ionizantes bloqueiam a divisão celular e determinam sua destruição. Uma dose pré-calculada é aplicada a um determinado tempo a um volume de tecido que engloba o tumor, buscando erradicar todas as células tumorais com o menor dano possível as células adjacentes.

As radiações ionizantes são eletromagnéticas e carregam energia. Ao interagirem com os tecidos dão origem a elétrons rápidos que ionizam o meio e criam efeitos químicos. A resposta dos tecidos às radiações depende de diversos fatores: a sensibilidade do tumor a radiação, sua localização e oxigenação, assim como a qualidade e a quantidade de radiação e o tempo total em que ela é administrada.

Daniela Ribeiro da Silva
Estudante de curso de Radiologia e Administração de Empresas – 7º sem.